Vulnerabilidade: sua liderança pratica?

Estamos no início de 2020, que chega com grandes desafios – inteligência artificial, metodologias ágeis, inovações disruptivas e produtividade 4.0.

As palavras de ordem são aceleração e mudança.

Um mundo cada vez mais tecnológico e que escancara nossa necessidade de praticar a inteligência emocional, resiliência, compaixão e equilíbrio. Parece até uma contradição – precisamos lançar mão diariamente das habilidades humanas para viver bem em um mundo tecnológico.

E diante desse cenário, você já parou para refletir sobre vulnerabilidade e seus impactos no trabalho? Segundo a pesquisadora e referência mundial no assunto, Brené Brown – a vulnerabilidade é a “emoção que sentimos em períodos de incerteza, insegurança e exposição”.

É impossível falar de aceleração e mudança sem nos sentirmos vulneráveis. Viver o novo invariavelmente nos assusta, se for rápido então sem se fala!

Agora vamos falar do ambiente de trabalho. Se estamos em um ambiente psicologicamente seguro, nos sentiremos confortáveis para assumir riscos e demonstrarmos nossa vulnerabilidade para os outros. Isso inclui, nossos medos, erros, falhas e por aí vai.

Podemos dizer que esse cenário é um poderoso gerador de confiança, criatividade e trabalho em equipe. Aliás, quem provou isso foi o Google, pesquisando o que seria necessário para a construção de times de sucesso. No início, a hipótese deles era – reunir um time de estrelas, formados por profissionais das melhores universidades do mundo e pronto, estaria feito o time perfeito. Mas, ledo engano! Concluíram que os 5 fatores comuns nos times de sucesso não se correlacionam com as competências técnicas. Seguem: segurança psicológica, confiabilidade, estrutura e clareza, significado e impacto. Necessariamente nessa ordem de importância.

Infelizmente muitos locais de trabalho estão longe desse mundo ideal. Não muito raro vemos líderes despreparados para tomar decisões, agir e pensar estrategicamente com foco na empresa. Muitos só conseguem olhar para seus próprios interesses ou áreas e exercem a liderança pelo medo.

Se você for um líder talvez esteja pensando agora – “Imagina isso não acontece comigo! ” ou “Eu não sou assim”. Cuidado! Principalmente com as intenções disfarçadas. Muitas vezes até para si próprio. Para os ainda descrentes seguem alguns exemplos – “Bem que eu avisei que isso não ia dar certo”, “Duvido que ele vai dar conta”, “Agora todos estão enxergando os problemas”.

Também a crítica excessiva pode ser uma forma de defesa do tipo, “Vou reclamar primeiro antes que o problema estoure na minha mão”. Percebam que eu usei reclamar ao invés de criticar. A crítica, quando bem conduzida leva ao desenvolvimento das partes envolvidas ou do problema em si. Envolve expor argumentos, assumir que faz parte do problema e trabalhar para solução conjunta. Tudo que não for isso, não é uma crítica; pode ser qualquer coisa, menos crítica. Muitos “reclamões” de plantão se escondem atrás da armadura da exigência e da crítica para no fundo não demonstrar sua vulnerabilidade.

Agora, aqui vai uma dica importante – Se você pretende elevar suas habilidades de liderança e autoliderança a um novo nível é bom que comece a refletir sobre ela – a vulnerabilidade.

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